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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

PCdoB investiga armação contra Orlando Silva

Camarada Renato Rabelo, Presidente Nacional do PCdoB
 As declarações foram dadas por conta das denúncias publicadas na edição desta semana da revista Veja. Segundo a matéria, recursos do programa Segundo Tempo, que atende a crianças carentes, teriam sido desviados para o caixa das campanhas eleitorais do PCdoB.

Todas as acusações foram feitas pelo soldado da Polícia Militar do Distrito Federal João Dias Ferreira, que até agora não apresentou as provas que diz possuir. Ferreira responde por fraudes nos convênios de sua ONG com o governo federal, firmados em 2005 e 2006. Houve o pedido de devolução de R$ 3,16 milhões.

Renato Rabelo argumenta que João Dias Ferreira nunca foi militante do PCdoB, apenas filiou-se para disputar uma eleição, em 2006. "Foi um filiado muito temporário. Ele era soldado, tinha que se afastar da corporação e se filiar a um partido, para ser candidato (a deputado distrital) (...) Ele se filia por alguns meses, logo depois das eleições se desfilia. Foi uma passagem muito temporária, efêmera. Ele não foi militante do PCdoB", diz o presidente da legenda.

Terra Magazine: Como o senhor avalia as denúncias contra o PCdoB e o ministro Orlando Silva?
Renato Rabelo: Acho que a posição do ministro tem sido sóbria, mostra que não tem vinculação com aquilo que esse soldado depõe contra ele. O problema é o seguinte: numa hora como essa, se você é sujeito a uma denúncia, a uma armação... O PCdoB acha que é uma grande armação contra o ministro e, de tabela, ao PCdoB. A reportagem da Veja é um jornalismo vulgar, com interesse político. Esse grau de denúncia é baseado em uma pessoa que ninguém sabe qual é a trajetória ou quem é... E a trajetória desse soldado é muito obscura.

Terra Magazine: E por que ele foi filiado ao partido, se é obscura? Qual foi a trajetória dele no PCdoB?
RR: Sim, mas você veja: a denúncia é de 2005, de 2006. Foi um filiado muito temporário. Ele era soldado, tinha que se afastar da corporação e se filiar a um partido, para ser candidato (a deputado distrital). É só isso, no momento da campanha, na eleição de 2006. Ele se filia por alguns meses, logo depois das eleições se desfilia. Foi uma passagem muito temporária, efêmera. Ele não foi militante do PCdoB. O nosso estatuto tem um instrumento para não dar margem a esse tipo de interpretação. Ele distingue duas categorias: o filiado e o militante – aliás, é o único partido que faz isso. Ele foi filiado temporariamente. O militante é o que se organiza no partido e tem uma série de deveres e direitos. O filiado tem menos direitos e menos deveres.

Terra Magazine: O senhor falou que há uma armação contra o ministro Orlando Silva e o PCdoB. De onde partiria essa armação?
RR: Aliás, é uma boa pergunta. O pior é que a imprensa não procura apurar quem é a pessoa e qual é a motivação. O PCdoB está fazendo isso. É uma grande armação, uma armação grosseira. O tempo dirá.

Terra Magazine:
Tem a ver com as disputas em torno da Copa do Mundo?
RR:
Não, porque o ministro está no centro de muitas contradições. Estão em jogo grandes eventos esportivos, mas tem outros aspectos, como as disputas no Distrito Federal.

Terra Magazine: Envolve opositores do governador Agnelo Queiroz?

RR: Na oposição a Agnelo Queiroz. Ele (João Dias Ferreira) filiou-se através do Agnelo. O Orlando teve uma única vez com ele, não era ministro, esteve a pedido do ministro Agnelo. E mais nada.

Terra Magazine: De qualquer forma, as denúncias contra o ministério e o PCdoB, no programa Segundo Tempo, não são graves?
RR: Sim, mas o soldado não faz nenhuma acusação contra o Segundo Tempo, o ministério é que acionou, no convênio anterior a 2006. Ele não cumpriu as exigências legais desse convênio. O ministério, através de expediente legal, encaminhou ao TCU (Tribunal de Contas da União) pra que ele devolvesse.

Terra Magazine: Só que a revista Veja afirma que o ofício do ministério foi revisto e ganhou um tom menos acusatório.
RR: Não, não há comprovação disso. O que o ministério explica é que deu direito de defesa. Essa dívida hoje está em torno de R$ 4 milhões.

Terra Magazine: O senhor disse que o PCdoB fará uma investigação sobre uma possível armação contra o ministro Orlando Silva. Como será isso?
RR: É uma questão do partido, cabe a ele fazer. Vamos fazer contatos, pesquisa, avaliação. Juridicamente, podemos ver os processos contra ele (o partido). Nós temos esses meios.

Terra Magazine: Envolverá a esfera parlamentar?
RR: Não, não, é interna, na esfera própria ao partido. O partido tem direito a ver esses inquéritos contra ele, tem direito a examinar.

Terra Magazine:
Pedirá também informações ao TCU, à Procuradoria Geral?
RR: O próprio ministro já pediu que a Polícia Federal e a Procuradoria investigassem a denúncia.

Fonte: Portal Terra


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